In Purple Eyes

A Questão da Amendoeira (o passado da casa de Endy)

Amendoeira

Meus caros, hoje trago-vos uma curiosidade sobre “In Purple Eyes”. Logo remetente ao início da historieta.

Lembram-se da carta presente no primeiro capítulo? Vagamente? Antes de lerem para a frente, eu aconselho-vos a relerem-na, para uma maior compreensão do artigo.

De qualquer forma, aqui apresento um excerto dessa carta com um facto muito curioso.

«A amendoeira está completamente florida, quem me dera que pudesses a ver durante o dia. As singelas pétalas que rodeiam o delicado estigma, apesar de cor de rosas, juntas, conseguem cobrir a árvore com uma cápsula de branco. É quase como a neve… uma neve que não te feriria.»

A amendoeira referida na carta por Freya, aparentemente, é apenas um pormenor sem relevância. Uma metáfora bonitinha que para ali coloquei. É… não só!

De facto, além de simbólica, traz à superfície uma sincera curiosidade.

Já se perguntaram onde vivia Freya ou quando? Quando, é evidente, está implícito na carta. É bem no principiar da guerra entre humanos e monstros, em meados de 1300.

Agora… onde? Numa aldeia, sim. Que aldeia? Muitos podem ter achado que Freya vivia em Rarecraft, ou até mesmo que era uma antepassada da Cristaly. Mas não, a única coisa que a mulher tinha a ver com Cristaly era no facto de ambas se terem apaixonado por um Enderman.

Mas voltemos a focar-nos do tema de hoje. Freya vive numa aldeia cujo nome não importa realmente. Os anos passam, essa aldeia é destruída por efeitos da guerra. Mas algumas casas subsistem, apesar de abandonadas, como se possuíssem a firmeza de uma montanha. Claro que uma casa deserta é muito apelativa. Incluindo para uma certa família de Endermans que querem viver fora do escuro e sombrio “The End”.

Entendem onde quero chegar?

A casa onde Endy e os seus pais vivam é a mesma onde, anos antes, tinha vivido Freya. É engraçado, né? 😉

Aquela casa deve ter tipo um feitiço para juntar humanos e Endermans, como Romeus e Julietas. Só que a história de Freya e Hans acabou de forma trágica. Esperemos que os nosso protagonistas tenham melhor sorte.

Para provar que eu não inventei isso agora mesmo, eis um excerto do capítulo 36, no qual Laura vê a amendoeira que rodeia a casa de Endy.

«Com poucos segundos para raciocinar, procurei um arbusto com densa vegetação que encobrisse o loiro do meu cabelo. Encontrei um a rodear o tronco de uma árvore, as folhas viçosas tinham escalado toda a extensão do tronco da Amendoeira morta. Por alguma razão aquela amendoeira falecida há muitos anos perpassou-me uma sensação de tristeza. Aliás, como tudo naquele local. Tudo parecia estar morto, envelhecido… quase amaldiçoado.»

Agora é caso para dizer: “Como o mundo é pequeno!”

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photo

Aproveito para vos revelar algo mais.

Muitos perguntaram nos comentários se Hans e Freya tinham morrido. E eu respondi que sim, como esses leitores que questionaram tinham a impressão, o pressentimento.

Mas agora eu vou vos contar COMO é que isso aconteceu.

Os pais de Freya nunca aprovaram a relação que a filha mantinha com o Hans. A guerra estava para despontar, já os mobs não eram bem vistos na época. Tentaram demovê-la várias vezes daquele relacionamento, mas, como é óbvio, a rapariga nunca lhes deu ouvidos.

Há que ver que nem todos os Endermans são tão controlados como Endy. Hans nunca foi ensinado pelos pais a refrear o desejo por almas humanas e isso levou a que uma noite, húmida e chuvosa, ocorresse um “acidente”. Pois é, meus caros e, como podem calcular, quando os pais descobriram que Hans tinha-lhes morto a filha, eles “assassinaram-no”. E ponho entre aspas a palavra assassinar porque se Hans realmente quisesse ter continuado a sua vida, não seriam páreo para ele um grupo de humanos, mesmo que armados. Ele achou que deveria morrer pela vileza que cometera.

Fim.

(Sei que foi triste, mas animem o vosso astral. O que aconteceu com Freya e Hans não se pode repetir com o Endy e a Cris :3 … ou será que pode?)

Laura e Brian são gémeos verdadeiros ou falsos?

Laura e Brian

Hi o/

Hoje na aula de Biologia umas meninas estiveram a apresentar um powerpoint sobre gémeos monozigóticos (os verdadeiros) e dizigóticos (falsos). E disseram algo que surpreendeu toda a gente (menos a mim, que já sabia, quero dizer… não tinha a certeza mas desconfiava).

Essa desconfiança que tinha levou-me a não revelar na fic In Purple Eyes o segredo dos gémeos creeper. Tinha medo de dizer falsidades. Mas cá para mim eu tinha aquelas reticências.

É que Laura e Brian… são gémeos verdadeiros!

Isso, ficaram surpresos?

Naturalmente, quando se fala em gémeos dizigóticos, vêem-nos à mente aqueles iguaizinhos e do mesmo sexo. Porém… leiam aqui este trecho:

Normalmente os gêmeos monozigóticos são do mesmo sexo, mas em alguns casos raríssimos podem se formar irmãos de sexos diferentes. Isso ocorre quando os óvulos fecundados são triplóides, isto é, possuem uma combinação não usual de cromossomos sexuais: dois X e um Y. A tendência é que, durante as divisões celulares subseqüentes, um dos cromossomos extras (um X ou um Y) seja perdido, podendo originar um gêmeo composto por células XX (mulher) e outro por células XY (homem).

Apesar de serem muito similares, os gêmeos monozigóticos não são totalmente idênticos: um pequeno número de genes presentes nas mitocôndrias pode sofrer mutações após a formação dos gêmeos, introduzindo modificações no desenvolvimento dos futuros indivíduos. Padrões epigenéticos diferentes podem também ocorrer em gêmeos monozigóticos, levando à ativação ou inibição diferenciada de cópias (alelos) de cada gene nos dois gêmeos. Além disso, mesmo que esses irmãos sejam criados de forma similar, eles estão sujeitos a pressões ambientais distintas, que podem acentuar diferenças de altura, peso, constituição física e mesmo na personalidade desses indivíduos.

Ou seja, meus caros, Laura e Brian são gémeos verdadeiros só que de sexos diferentes. Se repararem as parecenças entre eles são inúmeras: o mesmo exacto tom dos olhos, o mesmo exacto tom de cabelo, o mesmo tom de pele,… nas palavras da Laura:

«Abri os olhos e deparei-me com um reflexo deles. Era Brian, meu irmão gêmeo. Ele era, como eu costumava chamá-lo, «a minha versão masculina». Tinha os mesmos olhos alaranjados, o cabelo louro escuro do tom mel, a mesma pele clara…

É claro que haviam diferenças. Além do óbvio (sermos de sexos diferentes), ele tem o cabelo mais curto, normalmente espigado e rebelde, é mais baixo que eu, tem o nariz mais redondo e tem sardas.»

Ou seja, as únicas diferenças biológicas entre Brian e Laura são um nariz um pouco mais arredondado e a existência ou não de sardas.

Tudo o resto, a altura e personalidades distintas, foi resultado da pressão ambiental (Laura apaixonou-se mais por ler e estudar, tornou-se mais inteligente). Brian deve ter tido uma dieta menos cuidada que o levou a ficar mais baixo (e fazia birra antes de ir para a cama quando pequeno por isso é provável que também tenha dormido menos). Ou, pura e simplesmente, o facto de Laura ser mais alta foi acaso.

Além disso, não podemos esquecer que as raparigas crescem mais prematuramente que os rapazes. No futuro quem sabe Brian não a atingirá (até mesmo a ultrapassará) em altura.

Brian ainda é um menininho, ainda há esperanças para ele.

Já Endy é baixinho mesmo, coitado XD

A origem do nome de Vladimir

Como sabem, uma das minhas personagens em IPE é Vladimir, braço direito de Herobrine.
Ele é um filho de guardião, a início da fic com 14 anos, no final com 18.
Desde a sua primeira aparição que demonstra um interesse quase romântico na Laura (creeperzinha de 8/12 anos).
Ao escolher o nome de Vladimir lembrei-me de um livro muito controverso, “Lolita” de Vladimir Nabokov. Uma espécie de sinopse do livro é (segundo a Wiki):
«o protagonista e narrador não confiável—um professor universitário de Literatura de meia-idade chamado Humbert Humbert—está obcecado por Dolores Haze, de 12 anos, com quem ele se torna sexualmente envolvido após ele se tornar padrasto dela.»

Porque não, então, dado que os dois temas tanto se relacionam (a obsessão de Humbert por Dolores e de Vladimir por Laura) fazer uma homenagem? E foi isso que fiz ao escolher o nome Vladimir.

De notar, contudo, que Vladimir e Laura nunca sejam a envolver-se num romance ou em qualquer tipo de actos sexuais.
Tudo o que se notará é que Vladimir é, de facto, muito interessado em Laura pelos vários innuendos.

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