Maria, versão feminina do Draco?

MariaDraco Malfoy

É isso mesmo que vocês leram!

Como primeira curiosidade, vim a desenterrar uma ideia que eu tinha pseudo-desenvolvida na minha cabeça, mas que, no fundo, nunca me tinha dado conta.

E não, eu não fumei droga, nem nada disso! É inegável que Draco e a pequena irmã de Viviane, Maria, têm parecenças. Aí vocês dizem «Oh, só porque é loira e tem olhos claros?». Não, meus caros, as semelhanças a que me refiro não são físicas mas antes psicológicas.

Parem e pensem um pouco nas características de Maria Melmarine. Pois reparem, ela é mimada! E dá mostras disso logo no capítulo 2 de “O começo de Tudo”. Constantemente ela queixa-se da pobreza em que vive.

«– Explica-me outra vez porque é que temos que fazer isto? – Queixou-se.

– A mãe tem que trabalhar todo o dia e nós temos que ir buscar maçãs ao pomar do senhor Lauren.

– Não é justo!

– Pensei que gostavas de maçãs ao pequeno almoço!

– Eu gosto! Mas gostava mais de ter panquecas, ovos com bacon e coisas dessas, tal como todos os outros.»

É carismática, tanto que várias vezes é referido o facto de ela ter muitos amigos todos de classes sociais bem mais elevadas que a dela. E a pequena loira adora ir a casa desses amigos. Uma vez, lembro-me até que a Viviane disse que “Maria tinha nascido para ser rica”.

Ainda não estão convencidos? Preparem-se, então, tem muito mais por vir. Inegavelmente, Maria gosta de ser elogiada. O.k, quem não gosta? Mas a pequena realmente mostra sinais de, digamos, um pouco de ciúme quando elogiam Viviane e não a ela. Leiam este trecho:

«– Senhor Lauren! – Chamei.

Ele reconheceu-me de imediato.

– Viviane! Ora se não é a rapariga com os olhos dourados mais bonitos do mundo. – Senti Maria amuar ligeiramente ao meu lado. Provavelmente Lauren também o notou porque acrescentou logo de seguida: – Acompanhada pela menininha dos cabelos de ouro e olhos da cor do céu.»

Bem sei, é normal haver ciúme entre irmãos. Não nego. Precisamente por isso vamos prosseguir, analisar com um maior pormenor outros aspectos. Como, por exemplo, o facto de Maria ser ligeiramente irónica. Aliem isto à natureza atiçadora da menina e vejam só…

«– Do que estava o senhor Lauren a falar? – Perguntou Maria já mais perto de casa.

– Não sei! – Menti de imediato. Como não sei mentir, Maria ficou desconfiada e continuou a chatear-me até chegarmos a casa.»

«– E namorado? Já tens namorado? – Perguntou Maria com um sorriso. – Olha que se não tiveres o Tomás quer candidatar-se.»

Mais tarde, na fanfic nº 3 “O bater de um coração”, há a famosa cena da venda das rosas. Quem não ficou impressionado com a astúcia da garotinha de apenas 8 anos?

«Estaquei abismada com a ousadia de Maria ao dirigir a palavra à senhora altiva.

– Acontece que podemos ajudá-la. Temos aqui um estoque de rosas únicas, que não existem em mais qualquer parte do mundo. Alteradas geneticamente para atingirem a perfeição.

Tive vontade de dar umas palmadas em Maria, aquela pequena mentirosa! 

– Únicas? – Perguntou a mulher demonstrando curiosidade.

Maria acenou.

– Aproxime-se e verifique por si mesma.

A mulher analisou uma rosa e cheirou-a.

– Parecem-me iguais a quaisquer outras!

– Como ousa! Não vê que têm rebordos perfeitos, pétalas completamente da mesma medida, um folheamento singular… sem falar da cor, são tão brancas que fazem a neve ter inveja. Pense se já viu um perfume mais doce e singelo que este… além de que se aplicam a qualquer ocasião formal como casamentos, festas de alta sociedade ou mesmo como enfeites enriquecedores para uma mansão.

(…)

– Tudo bem, acho que vou comprar algumas! Umas vinte…

– Só? – Reclamou Maria. – Mas assim a cor delas vai perder-se no meio de todas as outras. Não pode estar a pensar em usar mais do que um tipo de flores, está? Uma magnífica raridade destas deve ser exibida a solo, para dar um toque de elegância e pureza ao ambiente. Quanto mede a extensão do terreno a utilizar?

A mulher disse um número bastante elevado mas que não consegui dimensionar.

– Ora aí está, quarenta é o número de ouro! Ou prata! Vai usar prata, não?

– Claro! Em todos os utensílios! Quarenta então…

Quarenta era todo o nosso estoque, como Maria é astuta. Aposto que não faz ideia do tamanho do terreno, apenas disfarçou com a pergunta para parecer especialista no assunto.

– Quanto é? – Perguntou a mulher retirando da bolsa de pele de crocodilo uma quantia incalculável de dinheiro.

Maria disse uma quantia que quase me fez cair da cadeira.

– Espertinha… – Sussurrou a mulher com um sorriso. Entregou o dinheiro nas minhas mãos ainda trêmulas e ordenou que mais elfos aparecessem. Todos juntos carregaram as rosas.»

Ah, outra coisa. Narcisa Malfoy gostou de Maria, apesar de ela ser uma Muggle. Achou-a, talvez inconscientemente, parecida com o filho. No entanto, algo devemos admitir, a caçula é muito mais talentosa que Draco no quesito “negócios”. Tem talento e vontade, coisas que faltam a Draco. Mas, como ele, tem ambição. E muitas vezes não olha a meios para conseguir os fins. Vendeu as rosas usando de mentiras e lábia.

Se Maria fosse feiticeira, para qual casa acham que ela iria? Eu cá estou convencida de que iria ser seleccionada para os Slytherin.

O que há? Estraguei as vossas ilusões de que Maria é a garotinha adorável, doce e perfeita? Mas vejam, ela não tem mau carácter, a personalidade dela é assim mesmo, mimada, ambiciosa, astuta. Não são necessariamente defeitos. Maria é e sempre será uma óptima pessoa. E muito mais tolerável que o Draco.

Porquê?

Porque ela teve uma educação bem diferente e cresceu num meio bem distinto. Imaginem que Maria nascia irmã de Draco. Não seria tal qual ele? Criada em berço de ouro, habituada a ter tudo o que quer e ainda regada com toneladas de preconceito da parte dos pais. Naturalmente, não seria a adorada menina que é hoje!

Isto prova que a genética de alguém influencia o que essa pessoa virá a tornar-se no futuro, mas mostra também que a educação tem um papel essencial nesse processo. Todos nascem com defeitos que podem ser atenuados ou alimentados ao longo do crescimento.

É isto que tenho a dizer por hoje! Acharam interessante a comparação que fiz entre a Maria e o Draco? Ou acham que eu bati com a cabeça e estou a alucinar completamente? Verdade seja dita, mesmo que eu esteja a viajar demasiado, não deixa esta teoria de ser de uma beleza e de uma moralidade incrível. O papel da família na construção de um ser humano digno. Uma mensagem tão escondidinha entre linhas.

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