Origem do nome de Vladimir

Como sabem, uma das minhas personagens em IPE é Vladimir, braço direito de Herobrine.
Ele é um filho de guardião, a início da fic com 14 anos, no final com 18.
Desde a sua primeira aparição que demonstra um interesse quase romântico na Laura (creeperzinha de 8/12 anos).
Ao escolher o nome de Vladimir lembrei-me de um livro muito controverso, “Lolita” de Vladimir Nabokov. Uma espécie de sinopse do livro é (segundo a Wiki):
«o protagonista e narrador não confiável—um professor universitário de Literatura de meia-idade chamado Humbert Humbert—está obcecado por Dolores Haze, de 12 anos, com quem ele se torna sexualmente envolvido após ele se tornar padrasto dela.»

Porque não, então, dado que os dois temas tanto se relacionam (a obsessão de Humbert por Dolores e de Vladimir por Laura) fazer uma homenagem? E foi isso que fiz ao escolher o nome Vladimir.

De notar, contudo, que Vladimir e Laura nunca sejam a envolver-se num romance ou em qualquer tipo de actos sexuais.
Tudo o que se notará é que Vladimir é, de facto, muito interessado em Laura pelos vários innuendos.

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Laura e Brian são gémeos verdadeiros ou falsos?

Laura e Brian

Hi o/

Hoje na aula de Biologia umas meninas estiveram a apresentar um powerpoint sobre gémeos monozigóticos (os verdadeiros) e dizigóticos (falsos). E disseram algo que surpreendeu toda a gente (menos a mim, que já sabia, quero dizer… não tinha a certeza mas desconfiava).

Essa desconfiança que tinha levou-me a não revelar na fic In Purple Eyes o segredo dos gémeos creeper. Tinha medo de dizer falsidades. Mas cá para mim eu tinha aquelas reticências.

É que Laura e Brian… são gémeos verdadeiros!

Isso, ficaram surpresos?

Naturalmente, quando se fala em gémeos dizigóticos, vêem-nos à mente aqueles iguaizinhos e do mesmo sexo. Porém… leiam aqui este trecho:

Normalmente os gêmeos monozigóticos são do mesmo sexo, mas em alguns casos raríssimos podem se formar irmãos de sexos diferentes. Isso ocorre quando os óvulos fecundados são triplóides, isto é, possuem uma combinação não usual de cromossomos sexuais: dois X e um Y. A tendência é que, durante as divisões celulares subseqüentes, um dos cromossomos extras (um X ou um Y) seja perdido, podendo originar um gêmeo composto por células XX (mulher) e outro por células XY (homem).

Apesar de serem muito similares, os gêmeos monozigóticos não são totalmente idênticos: um pequeno número de genes presentes nas mitocôndrias pode sofrer mutações após a formação dos gêmeos, introduzindo modificações no desenvolvimento dos futuros indivíduos. Padrões epigenéticos diferentes podem também ocorrer em gêmeos monozigóticos, levando à ativação ou inibição diferenciada de cópias (alelos) de cada gene nos dois gêmeos. Além disso, mesmo que esses irmãos sejam criados de forma similar, eles estão sujeitos a pressões ambientais distintas, que podem acentuar diferenças de altura, peso, constituição física e mesmo na personalidade desses indivíduos.

Ou seja, meus caros, Laura e Brian são gémeos verdadeiros só que de sexos diferentes. Se repararem as parecenças entre eles são inúmeras: o mesmo exacto tom dos olhos, o mesmo exacto tom de cabelo, o mesmo tom de pele,… nas palavras da Laura:

«Abri os olhos e deparei-me com um reflexo deles. Era Brian, meu irmão gêmeo. Ele era, como eu costumava chamá-lo, «a minha versão masculina». Tinha os mesmos olhos alaranjados, o cabelo louro escuro do tom mel, a mesma pele clara…

É claro que haviam diferenças. Além do óbvio (sermos de sexos diferentes), ele tem o cabelo mais curto, normalmente espigado e rebelde, é mais baixo que eu, tem o nariz mais redondo e tem sardas.»

Ou seja, as únicas diferenças biológicas entre Brian e Laura são um nariz um pouco mais arredondado e a existência ou não de sardas.

Tudo o resto, a altura e personalidades distintas, foi resultado da pressão ambiental (Laura apaixonou-se mais por ler e estudar, tornou-se mais inteligente). Brian deve ter tido uma dieta menos cuidada que o levou a ficar mais baixo (e fazia birra antes de ir para a cama quando pequeno por isso é provável que também tenha dormido menos). Ou, pura e simplesmente, o facto de Laura ser mais alta foi acaso.

Além disso, não podemos esquecer que as raparigas crescem mais prematuramente que os rapazes. No futuro quem sabe Brian não a atingirá (até mesmo a ultrapassará) em altura.

Brian ainda é um menininho, ainda há esperanças para ele.

Já Endy é baixinho mesmo, coitado XD

Ódio ou Amor (2ª da saga Viviane)

Aqui vos apresento a 2ª fanfic que escrevi.

Como o título indica, esta fanfic dá continuação a “O Começo de Tudo” e continua tendo como protagonista a Viviane, desta vez no seu segundo ano em Hogwarts.

https://socialspirit.com.br/fanfics/historia/fanfiction-harry-potter-odio-ou-amor-1608118

Fanfic / Fanfiction de Harry Potter - Ódio... ou amor?

Sinopse:
Viviane, elfa doméstica de Draco?
Mas como isso pôde acontecer? Estaremos numa dimensão paralela?
Tudo começou quando Viviane decide ajudar o trio na sua busca pela câmara dos segredos. E quem mais pode ajudá-la senão o «príncipe dos Slytherin»?
Este segundo ano para Viviane vai ser difícil. Além de ter de conviver com os Slytherins e com os seus preconceitos, de passar as noites a sonhar com um misterioso monstro de olhos amarelos, de aturar o ciúme de Pansy Parkinson, aquela buldogue insuportável, ainda vai ter de aprender a lidar com sentimentos que a confundem.

O que posso dizer sobre esta fanfic?

Eu achei a ideia principal dela bastante boa. Toda a história do elfo doméstico e tal.

Porém, uma das críticas que recebi é que a Viviane recebe pouco foco, dado que ela é a principal. Não sei se hei de concordar ou não. O facto é que ambas a primeira e segunda fanfics da saga têm algo negativo a meu ver. A repetitividade das ações sob pontos de vista diferentes. Não é tão mau, reli e verifiquei. Até gostei da leitura. Porém, desta fic doravante, deixei de repetir as cenas, acabei por considerar excessivo.

Nesta fic, há bem mais interacção do Draco e da Viviane que na primeira. Eles têm até momentos de “amizade” coisa que não sucedeu no primeiro ano (no primeiro sempre andaram os dois às turras). Inicia-se, também, uma provocação básica, um jogo de insultos mas não só. Draco começa a sentir-se ligeiramente atraído pela Viviane, no entanto, é uma atracção praticamente inocente.

A fic é também pequena, não tanto quanto a primeira, mas sim, é pequena. Lê-se numa tarde.

Sebastian ou Evangeline – Quem é mais velho?

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Então, que acham? Qual dos dois seres mitológicos tem mais anos de existência? A pergunta assim colocada no questionário pode ter deixado algumas mentes confusas. Porém, intuitivamente, já verifiquei que o Sebastian é sempre indicado como o mais velho.

Isso deve-se, suponho, ao facto da anjinha loira ser incrivelmente inexperiente e ingénua. Instintivamente os leitores a acham menor. Mas será isso verdade?

A resposta é… sim, é verdade!  Mas, antes de eu ter publicado este post, nunca poderiam basear-se em factos para provarem o que tinham latente em vós como verídico. Porque eu não dava provas de que Evangeline era a mais nova. Nem nunca disse tal até hoje.

Sebastian sendo um demónio, pode viver anos e anos e anos e anos.

Já Evangeline, como “Luza Caelestis” pode existir em forma espiritual durante milénios, igualmente. Só que, mesmo na forma “Luza”, a nossa protagonista é relativamente uma bebé.

idade-media-feira

Como sabem, Evangeline morreu aos 5 meses de gestação, o que faz dela uma nano-morta. A mulher, que seria sua mãe, trabalhava nos campos para ganhar sustento como todos os camponeses pobres da época. Qual época? Finais de Séc.XV, época Medieval.

Podemos concluir que Evangeline tem aproximadamente 300 anos. Como eu disse, uma bebé 😉

Egito-01

Já Sebastian, por dados do anime, já existia no tempo dos Faraós, antigo Egipto. À partida isso responde logo à nossa questão sobre quem é, dos dois, o mais velho.

A idade de Sebastian, contudo, é um mistério. Yana Toboso realmente quer manter em segredinho.

A Questão da Amendoeira (o passado da casa de Endy)

Amendoeira

Meus caros, hoje trago-vos uma curiosidade sobre “In Purple Eyes”. Logo remetente ao início da historieta.

Lembram-se da carta presente no primeiro capítulo? Vagamente? Antes de lerem para a frente, eu aconselho-vos a relerem-na, para uma maior compreensão do artigo.

De qualquer forma, aqui apresento um excerto dessa carta com um facto muito curioso.

«A amendoeira está completamente florida, quem me dera que pudesses a ver durante o dia. As singelas pétalas que rodeiam o delicado estigma, apesar de cor de rosas, juntas, conseguem cobrir a árvore com uma cápsula de branco. É quase como a neve… uma neve que não te feriria.»

A amendoeira referida na carta por Freya, aparentemente, é apenas um pormenor sem relevância. Uma metáfora bonitinha que para ali coloquei. É… não só!

De facto, além de simbólica, traz à superfície uma sincera curiosidade.

Já se perguntaram onde vivia Freya ou quando? Quando, é evidente, está implícito na carta. É bem no principiar da guerra entre humanos e monstros, em meados de 1300.

Agora… onde? Numa aldeia, sim. Que aldeia? Muitos podem ter achado que Freya vivia em Rarecraft, ou até mesmo que era uma antepassada da Cristaly. Mas não, a única coisa que a mulher tinha a ver com Cristaly era no facto de ambas se terem apaixonado por um Enderman.

Mas voltemos a focar-nos do tema de hoje. Freya vive numa aldeia cujo nome não importa realmente. Os anos passam, essa aldeia é destruída por efeitos da guerra. Mas algumas casas subsistem, apesar de abandonadas, como se possuíssem a firmeza de uma montanha. Claro que uma casa deserta é muito apelativa. Incluindo para uma certa família de Endermans que querem viver fora do escuro e sombrio “The End”.

Entendem onde quero chegar?

A casa onde Endy e os seus pais vivam é a mesma onde, anos antes, tinha vivido Freya. É engraçado, né? 😉

Aquela casa deve ter tipo um feitiço para juntar humanos e Endermans, como Romeus e Julietas. Só que a história de Freya e Hans acabou de forma trágica. Esperemos que os nossos protagonistas tenham melhor sorte.

Para provar que eu não inventei isso agora mesmo, eis um excerto do capítulo 36, no qual Laura vê a amendoeira que rodeia a casa de Endy.

«Com poucos segundos para raciocinar, procurei um arbusto com densa vegetação que encobrisse o loiro do meu cabelo. Encontrei um a rodear o tronco de uma árvore, as folhas viçosas tinham escalado toda a extensão do tronco da Amendoeira morta. Por alguma razão aquela amendoeira falecida há muitos anos perpassou-me uma sensação de tristeza. Aliás, como tudo naquele local. Tudo parecia estar morto, envelhecido… quase amaldiçoado.»

Agora é caso para dizer: “Como o mundo é pequeno!”

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Aproveito para vos revelar algo mais.

Muitos perguntaram nos comentários se Hans e Freya tinham morrido. E eu respondi que sim, como esses leitores que questionaram tinham a impressão, o pressentimento.

Mas agora eu vou vos contar COMO é que isso aconteceu.

Os pais de Freya nunca aprovaram a relação que a filha mantinha com o Hans. A guerra estava para despontar, já os mobs não eram bem vistos na época. Tentaram demovê-la várias vezes daquele relacionamento, mas, como é óbvio, a rapariga nunca lhes deu ouvidos.

Há que ver que nem todos os Endermans são tão controlados como Endy. Hans nunca foi ensinado pelos pais a refrear o desejo por almas humanas e isso levou a que uma noite, húmida e chuvosa, ocorresse um “acidente”. Pois é, meus caros e, como podem calcular, quando os pais descobriram que Hans tinha-lhes morto a filha, eles “assassinaram-no”. E ponho entre aspas a palavra assassinar porque se Hans realmente quisesse ter continuado a sua vida, não seriam páreo para ele um grupo de humanos, mesmo que armados. Ele achou que deveria morrer pela vileza que cometera.

Fim.

(Sei que foi triste, mas animem o vosso astral. O que aconteceu com Freya e Hans não se pode repetir com o Endy e a Cris :3 … ou será que pode?)

A varinha de Viviane

Varinha

A varinha escolhe o feiticeiro, disso todos nós já sabemos.

Como tal, a varinha de alguém pode dizer muito sobre a pessoa em si.

O que vim hoje revelar-vos é o simbolismo por detrás da varinha da Viviane, que, como vocês não estão lembrados, é de cerejeira e contém um núcleo feito a partir do pelo da cauda de um unicórnio recém nascido. Outras características menos relevantes sobre a varinha são que esta mede 20 cm, é macia e extremamente flexível. Vale realçar que foi a primeira obra de Ollivander, ainda este era uma criança. O pai do vendedor desprezou a varinha, dizendo que nunca iria combinar com nenhum feiticeiro.

Mas… a nossa Viviane não é uma bruxinha normal. De facto, é mais especial do que vocês imaginam!

O.k, o.k, chega de enrolar, vou directa ao ponto, isto é, o que a varinha da Viviane tem a dizer sobre ela.

Unicórnio

Vamos começar pelo mais simples, o núcleo de pelo de unicórnio. Os recém nascidos da espécie possuem uma coloração dourada que se torna prateada quando crescem.

Estudei bastante sobre o tema e é com fidelidade que vos apresento as singularidades das varinhas que possuem pelo de unicórnio. São, para início de conversa, bastante fieis. Ora, claramente, na primeira fic da saga, é mostrado que a varinha da Viviane não pode ser usada por nenhum outro feiticeiro. É-lhe fiel. Mas não só a varinha não quer ser usada por nenhum outro dono, também nenhum outro é capaz de usá-la.

É aqui que entra a minha parte na história. É que as varinhas com núcleo de pelo de unicórnio não são muito poderosas. De facto, dos três núcleos, este é o que tem menor poderio (aquele que mais poder possui é tendão do coração de um dragão). A Viviane tem um excesso de poder muito difícil de canalizar para um instrumento. Por isso é que lhe foi tão difícil a procura por uma varinha e porque demorou tanto tempo a adaptar-se a ela. O unicórnio ao nascer tem toda uma vida pela frente, é muito jovem e enérgico. Precisamente por isso é que escolhi o pelo do unicórnio bebé como núcleo da varinha da Viviane. Apenas este tinha a eficácia para guardar-lhe a magia. Ainda assim, como podem ver no fim da fic, o poder da nossa moreninha extravasa e ela vê-se a praticar magia com as próprias mãos. Quão mais pode o poder dela crescer e como isso a afectará no futuro? São perguntas muito válidas que podemos colocar-nos.

Outro aspecto que é interessante observar é que o unicórnio é uma criatura que pode conceder vida. Voldemort alimentou-se do sangue de unicórnios para subsistir, se bem se recordam, em “Harry Potter e a pedra Filosofal”.

Entendem onde quero chegar? Viviane tem incríveis poderes de cura, cuja extensão é ainda um mistério. Alguns de vocês podem ter começado a cogitar. Se o unicórnio pode manter alguém vivo estando essa pessoa à beira da morte, conseguirá a Viviane fazer o mesmo algum dia? Que fixe, sim! Mas lembrem-se do outro verso da moeda. Ao beber-se o sangue de um unicórnio, tem-se uma vida amaldiçoada. Nada tem apenas um lado bom!

Cerejeira

O que tenho a dizer sobre a madeira com que foi construída a varinha da Viviane vai-vos fazer trepar paredes.

Mas calma, calma, primeiro desejo dar-vos a conhecer algumas informações simbólicas sobre esta belíssima árvore. O fruto, a cereja, represente a sensualidade, por causa da sua cor vermelho viva. Nem preciso de dizer mais nada, né, pessoal? Viviane é a mais popular da escola devido à sua beleza ímpar. Mas não pensem que esta beleza é casual! Ela tem um motivo! Só não vos posso revelar ainda qual é 😉

A cereja representa também a castidade feminina e a pureza do amadurecimento da fruta. Uma vez arrancada, no entanto, esta representa a perda da inocência e da virtude. O que pode querer isto dizer? Dou-vos uma dica e somente isso. Transição. Uma dolorosa transição que porá em causa os valores da nossa feiticeira. Como criança, Viviane foi alegre, inocente, de muito bom coração. Terá que lutar para manter isso, mesmo o destino impondo-lhe obstáculos. Senão corre o risco de apodrecer.

E, finalmente, conto-vos a metáfora que mais vos deixará ansiosos. Na cultura Japonesa, a cerejeira é associada ao samurai, cuja vida é tão efémera quanto a da flor, tão frágil, que se desprende da árvore nos fins de Primavera. É isso mesmo, meus caros, Viviane tem os dias contados!

O que há com essas bocas abertas? Estou a dizer-vos que ela vai morrer jovem! Mas quão jovem? 17 anos? 30? Uma coisa vos garanto, Viviane não vai morrer de velhice. É a sua sina, a sina de uma vida curta mas intensa. A de uma morte trágica e sangrenta.

Adeus, foi um prazer falar com vocês! 😀

Amo todos os que se deram ao trabalho de ler isto tudo ❤

Maria, versão feminina do Draco?

MariaDraco Malfoy

É isso mesmo que vocês leram!

Como primeira curiosidade, vim a desenterrar uma ideia que eu tinha pseudo-desenvolvida na minha cabeça, mas que, no fundo, nunca me tinha dado conta.

E não, eu não fumei droga, nem nada disso! É inegável que Draco e a pequena irmã de Viviane, Maria, têm parecenças. Aí vocês dizem «Oh, só porque é loira e tem olhos claros?». Não, meus caros, as semelhanças a que me refiro não são físicas mas antes psicológicas.

Parem e pensem um pouco nas características de Maria Melmarine. Pois reparem, ela é mimada! E dá mostras disso logo no capítulo 2 de “O começo de Tudo”. Constantemente ela queixa-se da pobreza em que vive.

«– Explica-me outra vez porque é que temos que fazer isto? – Queixou-se.

– A mãe tem que trabalhar todo o dia e nós temos que ir buscar maçãs ao pomar do senhor Lauren.

– Não é justo!

– Pensei que gostavas de maçãs ao pequeno almoço!

– Eu gosto! Mas gostava mais de ter panquecas, ovos com bacon e coisas dessas, tal como todos os outros.»

É carismática, tanto que várias vezes é referido o facto de ela ter muitos amigos todos de classes sociais bem mais elevadas que a dela. E a pequena loira adora ir a casa desses amigos. Uma vez, lembro-me até que a Viviane disse que “Maria tinha nascido para ser rica”.

Ainda não estão convencidos? Preparem-se, então, tem muito mais por vir. Inegavelmente, Maria gosta de ser elogiada. O.k, quem não gosta? Mas a pequena realmente mostra sinais de, digamos, um pouco de ciúme quando elogiam Viviane e não a ela. Leiam este trecho:

«– Senhor Lauren! – Chamei.

Ele reconheceu-me de imediato.

– Viviane! Ora se não é a rapariga com os olhos dourados mais bonitos do mundo. – Senti Maria amuar ligeiramente ao meu lado. Provavelmente Lauren também o notou porque acrescentou logo de seguida: – Acompanhada pela menininha dos cabelos de ouro e olhos da cor do céu.»

Bem sei, é normal haver ciúme entre irmãos. Não nego. Precisamente por isso vamos prosseguir, analisar com um maior pormenor outros aspectos. Como, por exemplo, o facto de Maria ser ligeiramente irónica. Aliem isto à natureza atiçadora da menina e vejam só…

«– Do que estava o senhor Lauren a falar? – Perguntou Maria já mais perto de casa.

– Não sei! – Menti de imediato. Como não sei mentir, Maria ficou desconfiada e continuou a chatear-me até chegarmos a casa.»

«– E namorado? Já tens namorado? – Perguntou Maria com um sorriso. – Olha que se não tiveres o Tomás quer candidatar-se.»

Mais tarde, na fanfic nº 3 “O bater de um coração”, há a famosa cena da venda das rosas. Quem não ficou impressionado com a astúcia da garotinha de apenas 8 anos?

«Estaquei abismada com a ousadia de Maria ao dirigir a palavra à senhora altiva.

– Acontece que podemos ajudá-la. Temos aqui um estoque de rosas únicas, que não existem em mais qualquer parte do mundo. Alteradas geneticamente para atingirem a perfeição.

Tive vontade de dar umas palmadas em Maria, aquela pequena mentirosa! 

– Únicas? – Perguntou a mulher demonstrando curiosidade.

Maria acenou.

– Aproxime-se e verifique por si mesma.

A mulher analisou uma rosa e cheirou-a.

– Parecem-me iguais a quaisquer outras!

– Como ousa! Não vê que têm rebordos perfeitos, pétalas completamente da mesma medida, um folheamento singular… sem falar da cor, são tão brancas que fazem a neve ter inveja. Pense se já viu um perfume mais doce e singelo que este… além de que se aplicam a qualquer ocasião formal como casamentos, festas de alta sociedade ou mesmo como enfeites enriquecedores para uma mansão.

(…)

– Tudo bem, acho que vou comprar algumas! Umas vinte…

– Só? – Reclamou Maria. – Mas assim a cor delas vai perder-se no meio de todas as outras. Não pode estar a pensar em usar mais do que um tipo de flores, está? Uma magnífica raridade destas deve ser exibida a solo, para dar um toque de elegância e pureza ao ambiente. Quanto mede a extensão do terreno a utilizar?

A mulher disse um número bastante elevado mas que não consegui dimensionar.

– Ora aí está, quarenta é o número de ouro! Ou prata! Vai usar prata, não?

– Claro! Em todos os utensílios! Quarenta então…

Quarenta era todo o nosso estoque, como Maria é astuta. Aposto que não faz ideia do tamanho do terreno, apenas disfarçou com a pergunta para parecer especialista no assunto.

– Quanto é? – Perguntou a mulher retirando da bolsa de pele de crocodilo uma quantia incalculável de dinheiro.

Maria disse uma quantia que quase me fez cair da cadeira.

– Espertinha… – Sussurrou a mulher com um sorriso. Entregou o dinheiro nas minhas mãos ainda trêmulas e ordenou que mais elfos aparecessem. Todos juntos carregaram as rosas.»

Ah, outra coisa. Narcisa Malfoy gostou de Maria, apesar de ela ser uma Muggle. Achou-a, talvez inconscientemente, parecida com o filho. No entanto, algo devemos admitir, a caçula é muito mais talentosa que Draco no quesito “negócios”. Tem talento e vontade, coisas que faltam a Draco. Mas, como ele, tem ambição. E muitas vezes não olha a meios para conseguir os fins. Vendeu as rosas usando de mentiras e lábia.

Se Maria fosse feiticeira, para qual casa acham que ela iria? Eu cá estou convencida de que iria ser seleccionada para os Slytherin.

O que há? Estraguei as vossas ilusões de que Maria é a garotinha adorável, doce e perfeita? Mas vejam, ela não tem mau carácter, a personalidade dela é assim mesmo, mimada, ambiciosa, astuta. Não são necessariamente defeitos. Maria é e sempre será uma óptima pessoa. E muito mais tolerável que o Draco.

Porquê?

Porque ela teve uma educação bem diferente e cresceu num meio bem distinto. Imaginem que Maria nascia irmã de Draco. Não seria tal qual ele? Criada em berço de ouro, habituada a ter tudo o que quer e ainda regada com toneladas de preconceito da parte dos pais. Naturalmente, não seria a adorada menina que é hoje!

Isto prova que a genética de alguém influencia o que essa pessoa virá a tornar-se no futuro, mas mostra também que a educação tem um papel essencial nesse processo. Todos nascem com defeitos que podem ser atenuados ou alimentados ao longo do crescimento.

É isto que tenho a dizer por hoje! Acharam interessante a comparação que fiz entre a Maria e o Draco? Ou acham que eu bati com a cabeça e estou a alucinar completamente? Verdade seja dita, mesmo que eu esteja a viajar demasiado, não deixa esta teoria de ser de uma beleza e de uma moralidade incrível. O papel da família na construção de um ser humano digno. Uma mensagem tão escondidinha entre linhas.

O Começo De Tudo (1ª da saga Viviane)

Começarei a apresentar as fanfics por ordem!

Esta foi a primeira que escrevi, tinha uns 11 anos. Nessa altura não sabia que existiam sites de fanfics, nem sabia o significado de tal termo.

A história tem como protagonista uma rapariga, Viviane Melmarine, e consiste nas aventuras desta mesma menina em todos os seus sete anos em Hogwarts. A história está contida numa saga de 7 fanfics (uma para cada ano em Hogwarts).

«O começo de tudo» é a fanfic que relata o primeiro ano da nossa feiticeirinha.

https://socialspirit.com.br/fanfics/historia/fanfiction-harry-potter-o-comeco-de-tudo-1458136

O começo de tudo

Sinopse:
Existe destino?
Tudo indica que sim. Por que outro motivo poderiam Viviane e Draco se conhecer pertencendo a mundos tão diferentes?
Viviane Melmarine é uma rapariga pobre, com, aparentemente, um fraco talento para feitiços mas magníficos e carismáticos olhos dourados e personalidade doce e alegre.
Draco Malfoy é um rapaz mimado, arrogante que cresceu a odiar «sangues de lama».
Claro que quando se encontram, com personalidades tão opostas, começa uma grande rixa. Será que esse ódio tão forte que os envolve tem um outro nome?
De qualquer maneira, esses dois vão dar que falar em Hogwarts.

E sim, a história além de aventura, acção e magia, tem um grande foco na relação que a Viviane desenvolve com o Draco, o loirinho bad boy mais famoso da série de Harry Potter. Mas não se preocupem, esta história não é um romance que vem do nada todo açúcar com morango.

De facto, um real envolvimento dos dois só ocorre na 4ª fanfic. Antes disso são só umas discussões básicas, umas provocações.

Esta fic não é, honestamente, a minha preferida da saga. De facto, é a que menos prefiro. Corresponde a uma iniciação e a linguagem usa de termos simples. Mas gosto de acreditar que a própria Viviane escreveu a sua história. O que uma menina de 11 anos poderia escrever de muito complexo? Aliás, eu tinha 11 anos na altura, o que torna as coisas nitidamente engraçadas.

Além disso a fic não é muito grande, lê-se rapidamente.